Inteligência Artificial na humanização do acesso a saúde
O ser humano por criação ou evolução
independente da forma que você acredite em nossa origem, tem por premissa fazer
uso da sua capacidade cognitiva, e por isso em nossa era da indústria 4.0, o
que mais tem sido difundido principalmente nas mídias especializadas em
tecnologia, são os termos Inteligência Artificial, Aprendizado de Maquina e Ciência
de Dados.
Mas antes de viajamos por essas e
outras palavras que definem essas novas tecnologias, vamos fazer uma reflexão
sobre o uso dessas tecnologias e conhecimentos para um bem maior, que em muitas
vezes tem ficado na 3 ou 4 posições na fila de responsabilidade dos entes
federativos de nosso país.
Em épocas antigas, talvez do
descobrimento do nosso Brasil, até por voltas do fim dos anos 80, fosse aceitável
a dificuldade da população pobre ou rica para acessar serviços de saúde básica
ou avançada; mas em pleno século 21, numa era de alta tecnologia e avanços da
ciência, isso soa um tanto hilário.
Você está a se perguntar, Ok, mas
onde quer chegar com esse raciocínio? Simples! Estamos na Quarta Revolução
Industrial, é inadmissível que numa era de tanta tecnologia, os sistemas de
saúde pública e alguns da área privada, ainda façam uso de método da época do início
de século.
Para facilitar o ponto reflexão,
pense comigo, como é feito o atendimento médico convencional? Você normalmente
se desloca da sua residência ou qualquer outro local até uma unidade de saúde pública
ou privada, após ter uma consulta agendada por essa unidade para atendimento
médico, certo? Então reflita, ao chegar no consultório normalmente o médico vai
fazer umas perguntas do tipo: O que está sentido? Quanto tempo faz? Teve Febre?
Tem histórico na família com essa doença ou sintomas?
Veja que o primeiro passo no
atendimento médico é a coleta de informações básicas, o que chamamos de variáveis
na linguagem de dados, pois o objetivo do médico no desempenho da sua função é
definir claramente o problema ou objetivo que nesse caso seria o diagnostico daqueles
sintomas que o paciente está sofrendo.
Uma vez que essas informações são
coletadas, é necessário traçar um mapa, ou seja definir o ponto de partida e
finalização que é a comprovação do diagnostico e tratamento correto para cura
daquela doença, mas para isso é necessário seguir a metodologia básica de DEFINIR è DECOMPOR è AVALIAR è DECIDIR, uma vez que
já tem todas ás variáveis corretamente compiladas.
Mas afinal onde você quer chegar
com isso? Simples, ao analisar o enunciado acima e por sua própria experiência,
você pode concluir que o atendimento medico básico, “atendimento de rotina, o
qual não há riscos a vida” é feito simplesmente baseado em perguntas e
respostas pelo personagem envolvidos “medico e paciente”, após isso, em algumas
situações são solicitados exames básicos de rotinas, como “exame de sangue,
urina e fezes” talvez possa até ser solicitado uma radiografia de alguma parte
do corpo humano, mas raramente isso ocorre em consultas de rotina.
Agora chegamos no ponto de
reflexão, se o atendimento médico é baseado em perguntas e resposta para casos
de consulta de rotinas, por que não delegar esse processo para Inteligência
Artificial? Talvez você pergunte, mas é possível? Sim é possível e não estou
falando de nada muito avançado como nos filmes de ficção, e sim de atendimento básico
humanitário, utilizando recursos de tecnologia com telemedicina, no qual existe
uma central de atendimento com médicos (friso médicos ou enfermeiros
habilitados), para fazer uso da tecnologia.
O atendimento pode ser executado
inicialmente pela Inteligência Artificial, fazendo as mesmas perguntas “Chatbots”
e outras tantas quanto for necessário para o paciente, após isso a I.A. “inteligência
Artificial” executa um pré-diagnostico que será acompanhado por um profissional
médico habilitado que se encarregará da prescrição médica.
Tudo isso pode ser feito usando a
tecnologia existente ao nosso favor, como smartphone, aparelhos de pressão,
medidores de glicemia e muitos outros existentes, que podem ser conectados por
WIFI a uma rede IOT “Internet das Coisas”, para envio em tempo real dessas
informações.
Pense um pouquinho, seu exame clínico
“sangue, urina, fezes” são entregues hoje no formato impresso e digital, certo?
Então imagine essa informação clínica em conjunto com o questionário médico “entrevista
médico X paciente”, mas os dados de dispositivos de pressão, glicemia etc. em
poder dos recursos computacionais de uma inteligência Artificial supervisionado
por profissionais da medicina.
Com certeza humanizaria o acesso
das pessoa de locais menos favorecidos aos serviços de saúde, diminuiria o erro
de diagnostico, pois uma máquina tem capacidade de processamento superior, sem
falar que aumentaria o raio de abrangência do atendimento médico, o que nos leva
a uma expectativa de vida maior, cooperando dessa forma para girar a roda da economia
de qualquer país.
Para finalizar, reflita "A detecção precoce
de doenças é de grande importância porque muitas patologias são assintomáticas
até atingirem um estado avançado de desenvolvimento o que pode levar a óbito e
onerar muito o custo do sistema de saúde pública"(plataforma scielo).
Comentários
Postar um comentário