Na Era do Data Science, por que ás empresas vão a falência?
Uma empresa normalmente tem como
objetivo fazer uso das características inerentes ao seu ramo de negócio para
geração de renda e ser sustentável, mas para que essas tarefas possam ser realizadas,
há uma necessidade que pessoas nos cargos de gestão tenham capacidade de tomar
decisões importantes para o bem-estar do negócio.
Mas antes que qualquer decisão possa
ser tomada, é preciso que todas as variáveis (atributos) envolvidos de forma
direta ou indireta, sejam analisadas corretamente para evitar que decisões
importantes sejam tomadas sem base cientifica ou gerencial para dar subsidio
aquela decisão.
Partindo-se da afirmação de Paulo
Freire de que “conhecimento não se transfere, se constrói”, as capacidades
decisórias da entidade empresarial através das pessoas em cargo de gestão devem
obedecer a uma arquitetura orientada para a construção de conhecimento e especificamente,
o entendimento sobre todo o processo que envolve o negócio. O qual está
condicionado à perspectiva integrada de outros conceitos, noções e ideias, que
se não costuradas de forma articulada e progressiva, comprometem a compreensão e
o desenvolvimento e crescimento da entidade empresarial.
Independente do modelo de negócio
da entidade empresarial, o seu sucesso ou fracasso está estritamente ligado as
decisões que são tomadas pelas pessoas na sua administração. É comum depara-se
com notícias que grandes empresas faliram, ou foram reduzidas menos da metade
do seu tamanho e capacidade; devido a decisões errôneas, são industrias falidas,
companhias aéreas, hipermercados, e não para por aí a grande lista de diversos
ramos de negócio que vão falência.
Fico a imaginar qual seria a reação
de Frederick W. Taylor hoje, mais de 100 anos após a publicação de sua obra em
1905 “Administração Científica” que tinha como premissa ser o marco zero em
administração cientifica e gestão empresarial da história moderna, depara-se em
pleno século 21, na era do Big Data, Data Science, Inteligência Artificial,
Business Intelligence, conceitos e tecnologia inexistente na sua época, ver
diversas empresas falindo por falhas de gestão na tomada de decisões.
As informações disponibilizadas
por esses recursos computacionais citados anteriormente, devem ser utilizadas
objetivando a máxima acurácia nas decisões. A utilização de dados obtidos por
diversas fontes e de várias maneiras, combinados, tem como objetivo dar a
melhor previsão para pessoas encarregada das decisões.
Mas há aqueles que vão enumerar
diversos argumentos, como crise global, crise financeira, aumento ou diminuição
do dólar, guerra comercial entre EUA e CHINA, e tantos outros que possam ser
enumerados nesse artigo como objeções para justificar a crise empresarial.
Mas a questão é, qual será o
proveito dos conceitos e tecnologia relacionado a gestão de dados e informações
se não consigo tomar uma decisão que evite a falência da minha empresa?
Perguntas como essa e outras deveriam ser feitas antes de qualquer projeto
relacionado a dados, pois não adianta ter seus dados na nuvem ou no chão, big
ou small data, se a pessoa atrás do computador que vai tomar a decisão, não possui
a capacidade analítica para lidar com essas informações e insights.
E importantíssimo ter soluções,
conceitos e tecnologias como as citadas no suporte a gestão empresarial, mas
acima de tudo, precisamos ter pessoas capacitadas e com senso analítico para
entender, compreender e tomar a decisão correta, com os dados corretos, e na
hora certa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TELLES, R. Cluster e Redes de Negócios. 1. ed. Curitiba: IESDE
Brasil, 2008. 216p.
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